PROMOÇÃO MÊS DA ILUMINAÇÃO

PROMOÇÃO FINALIZADA!

 

O dia 15 de abril comemoramos a conquista da iluminação por parte de Buda Shakyamuni, o fundador do Budismo neste mundo. Praticando as instruções de Buda, podemos transformar nossa vida de um estado de sofrimento para um estado de felicidade pura e duradoura.

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Quer saber mais sobre a vida de Buda? Leia abaixo um extrato do capítulo Quem foi Buda, do livro Introdução ao Budismo:
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Em geral, Buda significa “o Desperto”, alguém que acordou do sono da ignorância e vê as coisas como realmente são. Um Buda é uma pessoa inteiramente livre de todas as falhas e obstruções mentais. Várias pessoas já se tornaram Budas no passado e muitas farão o mesmo no futuro.

O Buda que fundou a religião budista chama-se Shakyamuni. Shakya é o nome da família real no seio da qual ele nasceu e a palavra muni significa “o capaz”. Buda Shakyamuni nasceu em 624 a.C., em Lumbini, que na época fazia parte da Índia, mas hoje pertence ao Nepal. Sua mãe foi a rainha Mayadevi e seu pai, o rei Shudodana.

Certa noite, a rainha sonhou que um elefante branco descia do paraíso e ingressava em seu útero. Esse ingresso foi um presságio de que concebera um ser puro e poderoso, e a descida do elefante do paraíso, um indício de que seu filho vinha do céu de Tushita, a Terra Pura de Buda Maitreya.

 

 

Buda ingressando no ventre de sua mãe

 

(…) Durante a infância, o príncipe aprendeu sozinho todas as artes e ciências tradicionais, sem que fosse preciso receber instruções. Além de conhecer 64 línguas, cada uma com o seu próprio alfabeto, ele também era muito habilidoso em matemática. Certa vez, disse ao rei Shudodana que poderia contar todos os átomos do mundo no espaço de uma única respiração. Embora não precisasse estudar, fez isso para agradar ao pai e beneficiar os outros. A pedido do rei, ingressou numa escola, onde, além de estudar vários assuntos acadêmicos, aprendeu com maestria as artes marciais, o manejo de arco e flecha e outros esportes. O príncipe usava todas as oportunidades para inspirar e encorajar as pessoas a seguirem caminhos espirituais. Certa ocasião, durante um torneio de arco, declarou: “Com o arco da concentração meditativa, arremessarei a flecha da sabedoria e matarei o tigre da ignorância dos seres vivos”. Disparou, então, uma flecha, que, certeira, atravessou de ponta a ponta cinco tigres de ferro e sete árvores, antes de desaparecer na terra. Ao testemunharem demonstrações como essa, milhares de pessoas desenvolviam fé no príncipe.

 

 

Sidarta dominando esportes e outras habilidades durante a sua juventude

 

Sidarta, às vezes, visitava a capital do reino paterno para ver como o povo vivia. Durante tais passeios, entrou em contato com muitos idosos e doentes e, certa vez, viu um cadáver. Esses encontros deixaram uma forte impressão em sua mente, levando-o a perceber que todos os seres vivos, sem exceção, estão condenados a experienciar os sofrimentos do nascimento, da doença, do envelhecimento e da morte. Por compreender as leis da reencarnação, ele também entendeu que tais sofrimentos não acontecem uma vez, mas se repetem vida após vida, sem cessar. Percebendo que os seres vivos estão presos nesse círculo vicioso de sofrimento, o príncipe sentiu profunda compaixão por todos eles e desenvolveu um sincero desejo de libertá-los. Sidarta viu, com clareza, que só um Buda plenamente iluminado possui a sabedoria e o poder necessários para ajudar todos os seres vivos. Então, decidiu sair do palácio e recolher-se à solidão da floresta, onde se empenharia em profunda meditação até alcançar a iluminação.

(…) Sidarta dirigiu-se, então, para perto de Bodh Gaya, na Índia, onde encontrou um local adequado para meditar. Ali permaneceu, enfatizando uma meditação denominada “concentração semelhante ao espaço no Dharmakaya”, que consiste em se concentrar de modo estritamente focado na natureza última de todos os fenômenos. Depois de treinar nessa meditação durante seis anos, ele percebeu que estava muito próximo de alcançar a plena iluminação e andou até Bodh Gaya. Ali, num dia de lua cheia do quarto mês do calendário lunar, sentou-se em postura meditativa sob uma árvore bodhi e jurou que não sairia da meditação antes de alcançar a perfeita iluminação. Assim determinado, entrou em concentração semelhante ao espaço no Dharmakaya.

 

 

Meditando sob a árvore Bodhi

 

Ao cair da noite, Mara Devaputra, o chefe de todos os demônios deste mundo, tentou perturbar a concentração de Sidarta provocando aparições aterrorizantes. Manifestou hostes de tenebrosos demônios – alguns arremessavam lanças e flechas contra Sidarta, outros tentavam queimá-lo com fogo ou atiravam blocos de pedras e até montanhas sobre ele. Sidarta permaneceu completamente impassível. Pela força de sua concentração, projéteis, pedras e montanhas apareciam-lhe como uma chuva de flores perfumadas, e labaredas incandescentes convertiam-se em luminosas oferendas de arco-íris.

Ao ver que o medo não faria Sidarta abandonar sua meditação, Mara Devaputra tentou distraí-lo emanando um séquito de mulheres sedutoras. Porém, Sidarta reagiu concentrando-se ainda mais profundamente. Assim, ele triunfou sobre todos os demônios deste mundo, motivo pelo qual, mais tarde, tornou-se conhecido como “Buda Conquistador”.

 

 

Derrotando as hostes de demônios

 

Depois desse episódio, Sidarta prosseguiu com sua meditação até o alvorecer, quando alcançou a última mente de um ser limitado – a concentração-vajra. Com essa concentração, ele removeu os derradeiros véus da ignorância e, no instante seguinte, tornou-se um Buda, um ser plenamente iluminado. (…)

 


"Ó Buda, Tesouro de Compaixão. Os seres vivos são como cegos, constantemente ameaçados de cair nos reinos inferiores. Neste mundo, não há outro Protetor além de ti. Portanto, rogamos que saias do equilíbrio meditativo e gires a Roda do Dharma"

 

Em resposta a essa súplica [dos deuses Brahma e Indra], Buda saiu da meditação e ensinou a primeira Roda do Dharma. Os ensinamentos dados nessa ocasião, que incluem o Sutra das Quatro Nobres Verdades e outros discursos, são a principal fonte do hinayana, ou veículo menor do budismo. Mais tarde, Buda ensinou a segunda e a terceira Rodas do Dharma, que incluem os Sutras Perfeição de Sabedoria e o Sutra Discriminando a Intenção. Esses ensinamentos são as principais fontes do budismo mahayana, ou grande veículo. No hinayana, Buda explica como obter a libertação do sofrimento apenas para si próprio; no mahayana, ele ensina como alcançar a plena iluminação, ou Budeidade, para o benefício de todos. Ambas as tradições floresceram na Ásia; primeiro na Índia e, a seguir, em outros países vizinhos, inclusive o Tibete. Hoje em dia, também começam a se desenvolver no Ocidente.

 

 

Mostrando a maneira de morrer

 

(…) Dharma significa “proteção”. Praticando os ensinamentos de Buda nos protegeremos de sofrimentos e problemas. Todos os problemas que experienciamos em nossa vida cotidiana originam-se na ignorância e praticar o Dharma é o método para eliminá-la.

A prática do Dharma é o método supremo para melhorar a qualidade da nossa vida humana. Qualidade de vida não depende de desenvolvimento exterior ou de progresso material e sim de desenvolvimento de paz e felicidade interiores. Por exemplo, no passado muitos budistas viviam em países pobres e subdesenvolvidos, mas eles eram capazes de encontrar felicidade pura e duradoura colocando em prática o que Buda havia ensinado.

Se incorporarmos tais ensinamentos em nossa vida diária, conseguiremos solucionar todos os nossos problemas internos e conquistaremos uma mente serena. Sem paz interior, a paz exterior é impossível. Se conquistarmos a paz interior por meio dos caminhos espirituais, a paz exterior virá com naturalidade; mas, se não o fizermos, nunca haverá paz mundial, por maior que seja o número de pessoas lutando por ela.

 

Venerável Geshe Kelsang Gyatso Rinpoche